"Após 10 anos de inatividade, a lendária banda mineira Holocausto que tem no seu fronte de guerra: Gerrilheiro (baixo/vocal), Exterminator (guitarra/vocal) e Führer (bateria/vocal) - a formação clássica do Campo de Extermínio - trás seu novo disco: De Volta ao Front, que mostra a banda de volta as suas raízes, com muita brutalidade.
"Após um longo silêncio o Holocausto renasce dos anos
oitenta com o excelente 'De Volta ao Front': um excelente significado do
feeling e da brutalidade do Metal Ancestral. 'De Volta ao Front' tem na
estrutura sonora muitas influências do HardCore e Grind com a selvageria
do Metal, porém prevalece o Metal como principal influência.
O timbre dos instrumentos, a linha vocal e a qualidade de gravação
têm uma sonoridade caótica e primitiva... 'De Volta ao Front'
tem um sentimento antigo! Os velozes riffs metálicos são
curtos e crus, mas tocados com raiva e feeling.
"A cada dia que passa a prolífera cena metálica mineira
se torna mais forte, pois, ao mesmo tempo em que surgem revelações
de qualidade em seu cenário, vários ícones da década
oitentista estão retomando suas atividades, trazendo de volta uma
postura única de executar o Heavy Metal. Neste caso, após
o retorno bem sucedido do Chakal - rendendo o clássico Demon King
-, além da reativação do Sextrash e Witchhammer -
lançando, em breve, seus novos discos -, foi a vez de outro grupo
fundamental renascer das cinzas: o Holocausto.
"Passados quase vinte anos do clássico Campo de Extermínio,
o Holocausto está de volta, e mais uma vez dá o que falar.
Três integrantes da formação original e letras novamente
falando sobre guerra davam a impressão de que De Volta ao Front
seria uma continuação óbvia e explícita do
melhor álbum da banda. É mas não é. Enganou-se
quem esperava ouvir um clone do Campo de Extermínio. Com a sonoridade
Crossover, investindo em nítidas passagens Hardcore, o Holocausto
conseguiu novamente lançar um disco diferente, daqueles que poucos
esperavam, mas muitos irão gostar.
"O Holocausto, pra quem não sabe, foi um dos pioneiros do metal
brasileiro. Fundado na segunda metade dos anos 80, o grupo mineiro fezs
parte do então incipiente metal extremo brasileiro. A despeito de
todas as dificuldades, o Holocausto conseguiu emplacar pelo menos um disco
que pode ser definido como clássico: Campo de Extermínio,
de 1987.
"A formação original composta por Rodrigo (bateria/vocal),
Anderson (baixo/vocal) e Valério (guitarra/vocal), que são
membros fundadores e responsáveis pelo estilo War Metal, reconvocam
os warbangers (antigos e novos) para interromperem o cessar fogo e assumirem
seus postos no fronte de guerra.
"Falar sobre a volta do Holocausto aos palcos, é falar sobre
uma das mais brutais bandas do chamado War Metal. Quando uso o termo brutal
é porque tive a oportunidade de dividir o palco com esses músicos
e a potência e comprometimento com a música pesada eram sim
a estrutura básica para esta banda.
Miséria Humana abre o disco como uma jorrada de barulho, naquela velha linha que muitos conhecem, depois vem Guerra Santa, que além da música, trás uma letra de grande teor histórico. Diretos Desumanos vai na linha mais Crossover, e cuja a letra fala das torturas norte-americanas na base de Guantánamo; Ilusão Armada e Freedom Of Speech vem com uma linha totalmente Hardcore e com as velha "tosqueira" de sempre.
Em De Volta ao Front (faixa-título) percebe-se está mais na linha do primeiro disco, Ilusão Armada possui letras também de teor bastante rico, assim como todo o disco, destaques nessa música para os gritos-refrão do Guerrilheiro (Ditadores!!!); Semente do Ódio mostra um Holocausto mais porrada do que nunca! e pra finalizar temos Warfare Noise, uma homenagem a coletânea de 1986 que está fazendo 20 anos, e trás a participação (tanto nos vocais como letras) de Vladimir Korg (Chakal) e Sílvio SDN (Mutilator).
Em 1985 enquanto muitas bandas falavam de demônios e satanismo, o Holocausto trouxe o War Metal, um estilo que relatava sobre a realidade. E hoje, passados duas décadas, a banda mostra ao mundo um novo estilo, o WARCORE!!!" - A. E. N., Cursed Excruciation Zine.
Algumas faixas têm excelentes momentos de peso que mostram as influências
metálicas do Holocausto, mas os momentos de velocidade são
Metal com HardCore. Pense em uma sonoridade cru e veloz, com um timbre
velho e tosco! Muitas bandas estão retornando dos anos oitenta,
mantendo as raízes metálicas e utilizando a técnica
do Metal atual, mas o Holocausto retorna sem as influências da técnica
do Metal atual. Primitivo, caótico, cru e violento são adjetivos
que definem a sonoridade do 'De Volta ao Front'. Holocausto é a
banda que traduz exatamente o significado de Metal tocado com raiva, violência
e uma mistura singular de influências! Eu acho que definir um estilo
para o Holocausto é um fato secundário, o importante é
a honestidade e o feeling que a banda transmite! Excelente! Eu recomendo!
Total War Fucking Metal! Metal on Metal!" - Fernando, Psychosis Death
Webzine.
A volta deste nome que lançou o irretocável Campo De Extermínio,
de 1987, começou a tomar forma quando Valério Exterminator
(guitarra/vocal), Anderson Guerrilheiro (baixo/vocal) e Rodrigo Führer
(bateria/vocal) - ou seja, a sua formação clássica
e que gravou apenas o disco supracitado, ocorrendo a saída de Valério
e a inserção de outros membros nos discos posteriores - se
reencontraram para ensaiar em Dezembro de 2004. Depois desse acontecimento,
como a química do power-trio continuava intacta, começaram
os preparativos para as novas composições, tão aguardadas
por todos os seguidores do grupo. O grande momento veio à tona neste
princípio de 2006, com o álbum De Volta Ao Front que, assim
como toda a sua discografia, chegou às prateleiras através
do consagrado selo Cogumelo Records.
De Volta Ao Front apresenta um Holocausto revigorando a sonoridade de seus
temas, sendo perceptível a adição de uma orientação
Hardcore em todas as faixas. Entretanto, os andamentos que remetem aos
seus primórdios não foram esquecidos, o que, diga-se de passagem,
foi uma sábia decisão do grupo. Esta análise poderá
assustar os mais radicais, mas digo, sem titubear, que a incorporação
desta tendência mais crossover foi um dos pontos de destaque no álbum,
bastando suas primeiras notas para perceber a agressividade que emana em
suas faixas. Também não se pode deixar de mencionar que De
Volta Ao Front traz consigo um forte conteúdo lírico, sendo
este inspirado em diversos fatos ocorridos na humanidade. Aliás,
alguém consegueria imaginar um álbum inspirado do Holocausto
sem letras de alto impacto?
Os resultados positivos começam na fulminante 'Miséria Humana',
tendo a letra entoada por todo o power-trio, que revezaram nas vocalizações.
Em seguida, propiciando uma overdose de riffs cortantes e passagens diversificadas
de bateria, temos 'Guerra Santa' que, inclusive, me lembrou o estilo praticado
pelo D.R.I no álbum 4 of A Kind, de 1988. O manjar de novos hinos
levados a cabo pelo Holocausto continua na cadenciada "Resista", com o
seu refrão marcante sendo cravado por fortes backings vocals. Após
esta faixa, digamos, mais parada, De Volta Ao Front ruma para a velocidade
máxima em 'Direitos Desumanos' (uma das melhores letras já
feitas pela banda), 'Ilusão Armada' e 'Freedom Of Speech'. Ainda
com a adrenalina em alta, os ouvintes serão transportados ao mundo
cruel da guerra na grandiosa faixa-título e, sucessivamente, na
finalização do álbum através das seminais 'Semente
Do Ódio' (bem acentuada para o Hardcore) e 'Warfare Noise' (com
a letra composta por Korg, do Chakal, e Silvio SDN, da clássico
grupo Mutilator, sendo que ambos foram os intérpretes deste novo
hino do metal mineiro).
O Holocausto fez a sua reestréia em grande estilo sabendo, da melhor
forma possível, cessar a ânsia dos fãs editando o notável
De Volta Ao Front. Aliás, nem preciso falar muito sobre este ícone
que fez - e ainda continuará fazendo - história no metal
nacional. Portanto, um recado simples e direto: seja bem-vindo a esta volta
dos percussores do War Metal mundial!" - Por: Ayrton Ferreira Junior,
Novo Metal Webzine.
Felizmente, o 'diferente', dessa vez, não significa 'experimental',
mas sim que a banda não se prendeu ao passado. A gravação,
desde o começo, mostra-se suja, com os agudos lá em cima,
dando a impressão de se estar ouvindo o disco na vitrola. Excelente!
Composições fortes, com vocais intercalados entre os três
integrantes - Valério (guitarra), Anderson (baixo) e Rodrigo (bateria)
- mostam que, aliada aos elementos Hardcore, a banda esbanja riffs que,
com certeza, abrirão rodas de mosh das maiores já vistas
em território nacional. Faixas como Ilusão Armada (refrão
matador!), Semente do Ódio (HC puro, mosh inevitável), Direitos
Desumanos (Crossover brutal) e Freedom Of Speech (outra HC maravilhosa)
deixam a certeza que De Volta ao Front já pode ser considerado um
clássico.
Vale destacar também a faixa Warfare Noise que, apesar de não
ser um dos destaques musicais, traz a participação de Korg
(Chakal) e Silvio SDN (Mutilator) nos vocais, além da autoria da
letra. O Holocausto conseguiu resgatar a idéia de Campo de Extermínio,
sem ter simplesmente copiado o passado. Disco inteligente. Volta mais do
que aprovada!" - Alexandre Oliveira, Roadie Crew.
A partir daí, a banda passou por várias mudanças de
formação e até de orientação musical
dentro do metal, até lançar seu último disco em 93.
Pois agora o grupo ressurge com suas formação clássica
- ou seja, a mesma que gravou o Campo de Extermínio: Valério
Exterminator (guitarra e vocal), Anderson Guerrilheiro (baixo e vocal)
e Rodrigo Führer (bateria e vocal). O retorno traz exatamente aquilo
que se espera do trio: um metal sujo, em algum ponto entre o thrash e o
death (mas agora apimentado por alguns detalhes de hardcore), com letras
em português e cheio de raça.
O resgate dos anos 80 se confirma até mesmo na sonoridade, que permanece
com aquela sujeira característica das gravações do
período. Destaques para a interessante faixa título e o crossover
Semente do Ódio, que representa bem a atual fase da banda." -
Antonio Carlos Monteiro, Rock Brigade.
Buscando aliados para essa nova batalha seus integrantes se inspiraram
no clássico 'Campo De Extermínio' e na agressividade do Hardcore
e o resultado é o CD 'De Volta ao Front'.
A temática se baseia nos conflitos religiosos, guerras entre culturas
e no processo de degeneração da raça humana. A posição
do Holocausto é a mesma de 20 anos, ou seja, relatar os fatos ocorridos
na humanidade sem a pretensão de julgá-los.
O Holocausto, nesse CD, presta uma homenagem à Cogumelo Records
e às bandas que participaram da clássica coletânea
"Warfare Noise I" (1986), na décima música do CD, com letras
e vocais de Korg (Chakal) e Sílvio SDN (Mutilator). 'Estamos apresentando
para o Brasil e o mundo o 1º CD de WARCORE!'" - Cogumelo Records.
O caminho que a banda trilhou no hardcore de Negatives e no experimentalismo
de Tozago as Deismo (este último deu origem á proposta da
banda Pex baa) é um caso a parte.
O foco agora é uma retomada ao som visceral da banda em seus primórdios,
onde o que o canadense Voi Vod chamava de 'estar na neblina do combate'
era estar exatamente em um show do Holocausto.
A proposta de trabalhar com temas de guerra gerou uma participação
bombástica na coletânia Warfare Noise I e o debut-álbum
Campo de Extermínio. Este último com conceitos fincado no
terror nazista, trouxe alguns equívocos quanto à ideologia
dos músicos. Uma interpretação que beira a ignorância,
pois quem conhece o Holocausto e sua história no metal brasileiro
sabe que o tema apenas norteou o álbum como indignação,
como denúncia, instigando a memória para caminhos que a humanidade,
esperamos, não tome novamente.
O Holocausto como power-trio e com a line-up dos que realmente formaram
a banda na década de oitenta torna principalmente a cena mineira
mais forte, podemos dizer que eles fazem uma blindagem no que já
está estabelecido como uma nova ordem do metal mineiro, onde bandas
veteranas juntam-se com as novatas para colocar as coisas novamente nos
trilhos.
Entrincheirados
no estúdio, o Holocausto promete um próximo trabalho devastador.
Para quem os conhece como eu, a espera é uma agonia interminável.
Tê-los como aliados na estrada, é esquecer as batalhas e pensar
em vencer a guerra." - Vladimir Korg, vocalista do Chakal.