De Volta ao Front (2005)
(www.holocaustowarmetal.kit.net)

        "Após 10 anos de inatividade, a lendária banda mineira Holocausto que tem no seu fronte de guerra: Gerrilheiro (baixo/vocal), Exterminator (guitarra/vocal) e Führer (bateria/vocal) - a formação clássica do Campo de Extermínio - trás seu novo disco: De Volta ao Front, que mostra a banda de volta as suas raízes, com muita brutalidade.
         Miséria Humana abre o disco como uma jorrada de barulho, naquela velha linha que muitos conhecem, depois vem Guerra Santa, que além da música, trás uma letra de grande teor histórico. Diretos Desumanos vai na linha mais Crossover, e cuja a letra fala das torturas norte-americanas na base de Guantánamo; Ilusão Armada e Freedom Of Speech vem com uma linha totalmente Hardcore e com as velha "tosqueira" de sempre.
         Em De Volta ao Front (faixa-título) percebe-se está mais na linha do primeiro disco, Ilusão Armada possui letras também de teor bastante rico, assim como todo o disco, destaques nessa música para os gritos-refrão do Guerrilheiro (Ditadores!!!); Semente do Ódio mostra um Holocausto mais porrada do que nunca! e pra finalizar temos Warfare Noise, uma homenagem a coletânea de 1986 que está fazendo 20 anos, e trás a participação (tanto nos vocais como letras) de Vladimir Korg (Chakal) e Sílvio SDN (Mutilator).
         Em 1985 enquanto muitas bandas falavam de demônios e satanismo, o Holocausto trouxe o War Metal, um estilo que relatava sobre a realidade. E hoje, passados duas décadas, a banda mostra ao mundo um novo estilo, o WARCORE!!!" - A. E. N., Cursed Excruciation Zine.
 
 

        "Após um longo silêncio o Holocausto renasce dos anos oitenta com o excelente 'De Volta ao Front': um excelente significado do feeling e da brutalidade do Metal Ancestral. 'De Volta ao Front' tem na estrutura sonora muitas influências do HardCore e Grind com a selvageria do Metal, porém prevalece o Metal como principal influência. O timbre dos instrumentos, a linha vocal e a qualidade de gravação têm uma sonoridade caótica e primitiva... 'De Volta ao Front' tem um sentimento antigo! Os velozes riffs metálicos são curtos e crus, mas tocados com raiva e feeling.
         Algumas faixas têm excelentes momentos de peso que mostram as influências metálicas do Holocausto, mas os momentos de velocidade são Metal com HardCore. Pense em uma sonoridade cru e veloz, com um timbre velho e tosco! Muitas bandas estão retornando dos anos oitenta, mantendo as raízes metálicas e utilizando a técnica do Metal atual, mas o Holocausto retorna sem as influências da técnica do Metal atual. Primitivo, caótico, cru e violento são adjetivos que definem a sonoridade do 'De Volta ao Front'. Holocausto é a banda que traduz exatamente o significado de Metal tocado com raiva, violência e uma mistura singular de influências! Eu acho que definir um estilo para o Holocausto é um fato secundário, o importante é a honestidade e o feeling que a banda transmite! Excelente! Eu recomendo! Total War Fucking Metal! Metal on Metal!" - Fernando, Psychosis Death Webzine.
 
 

       "A cada dia que passa a prolífera cena metálica mineira se torna mais forte, pois, ao mesmo tempo em que surgem revelações de qualidade em seu cenário, vários ícones da década oitentista estão retomando suas atividades, trazendo de volta uma postura única de executar o Heavy Metal. Neste caso, após o retorno bem sucedido do Chakal - rendendo o clássico Demon King -, além da reativação do Sextrash e Witchhammer - lançando, em breve, seus novos discos -, foi a vez de outro grupo fundamental renascer das cinzas: o Holocausto.
        A volta deste nome que lançou o irretocável Campo De Extermínio, de 1987, começou a tomar forma quando Valério Exterminator (guitarra/vocal), Anderson Guerrilheiro (baixo/vocal) e Rodrigo Führer (bateria/vocal) - ou seja, a sua formação clássica e que gravou apenas o disco supracitado, ocorrendo a saída de Valério e a inserção de outros membros nos discos posteriores - se reencontraram para ensaiar em Dezembro de 2004. Depois desse acontecimento, como a química do power-trio continuava intacta, começaram os preparativos para as novas composições, tão aguardadas por todos os seguidores do grupo. O grande momento veio à tona neste princípio de 2006, com o álbum De Volta Ao Front que, assim como toda a sua discografia, chegou às prateleiras através do consagrado selo Cogumelo Records.
        De Volta Ao Front apresenta um Holocausto revigorando a sonoridade de seus temas, sendo perceptível a adição de uma orientação Hardcore em todas as faixas. Entretanto, os andamentos que remetem aos seus primórdios não foram esquecidos, o que, diga-se de passagem, foi uma sábia decisão do grupo. Esta análise poderá assustar os mais radicais, mas digo, sem titubear, que a incorporação desta tendência mais crossover foi um dos pontos de destaque no álbum, bastando suas primeiras notas para perceber a agressividade que emana em suas faixas. Também não se pode deixar de mencionar que De Volta Ao Front traz consigo um forte conteúdo lírico, sendo este inspirado em diversos fatos ocorridos na humanidade. Aliás, alguém consegueria imaginar um álbum inspirado do Holocausto sem letras de alto impacto?
        Os resultados positivos começam na fulminante 'Miséria Humana', tendo a letra entoada por todo o power-trio, que revezaram nas vocalizações. Em seguida, propiciando uma overdose de riffs cortantes e passagens diversificadas de bateria, temos 'Guerra Santa' que, inclusive, me lembrou o estilo praticado pelo D.R.I no álbum 4 of A Kind, de 1988. O manjar de novos hinos levados a cabo pelo Holocausto continua na cadenciada "Resista", com o seu refrão marcante sendo cravado por fortes backings vocals. Após esta faixa, digamos, mais parada, De Volta Ao Front ruma para a velocidade máxima em 'Direitos Desumanos' (uma das melhores letras já feitas pela banda), 'Ilusão Armada' e 'Freedom Of Speech'. Ainda com a adrenalina em alta, os ouvintes serão transportados ao mundo cruel da guerra na grandiosa faixa-título e, sucessivamente, na finalização do álbum através das seminais 'Semente Do Ódio' (bem acentuada para o Hardcore) e 'Warfare Noise' (com a letra composta por Korg, do Chakal, e Silvio SDN, da clássico grupo Mutilator, sendo que ambos foram os intérpretes deste novo hino do metal mineiro).
        O Holocausto fez a sua reestréia em grande estilo sabendo, da melhor forma possível, cessar a ânsia dos fãs editando o notável De Volta Ao Front. Aliás, nem preciso falar muito sobre este ícone que fez - e ainda continuará fazendo - história no metal nacional. Portanto, um recado simples e direto: seja bem-vindo a esta volta dos percussores do War Metal mundial!" - Por: Ayrton Ferreira Junior, Novo Metal Webzine.
 
 

      "Passados quase vinte anos do clássico Campo de Extermínio, o Holocausto está de volta, e mais uma vez dá o que falar. Três integrantes da formação original e letras novamente falando sobre guerra davam a impressão de que De Volta ao Front seria uma continuação óbvia e explícita do melhor álbum da banda. É mas não é. Enganou-se quem esperava ouvir um clone do Campo de Extermínio. Com a sonoridade Crossover, investindo em nítidas passagens Hardcore, o Holocausto conseguiu novamente lançar um disco diferente, daqueles que poucos esperavam, mas muitos irão gostar.
        Felizmente, o 'diferente', dessa vez, não significa 'experimental', mas sim que a banda não se prendeu ao passado. A gravação, desde o começo, mostra-se suja, com os agudos lá em cima, dando a impressão de se estar ouvindo o disco na vitrola. Excelente! Composições fortes, com vocais intercalados entre os três integrantes - Valério (guitarra), Anderson (baixo) e Rodrigo (bateria) - mostam que, aliada aos elementos Hardcore, a banda esbanja riffs que, com certeza, abrirão rodas de mosh das maiores já vistas em território nacional. Faixas como Ilusão Armada (refrão matador!), Semente do Ódio (HC puro, mosh inevitável), Direitos Desumanos (Crossover brutal) e Freedom Of Speech (outra HC maravilhosa) deixam a certeza que De Volta ao Front já pode ser considerado um clássico.
        Vale destacar também a faixa Warfare Noise que, apesar de não ser um dos destaques musicais, traz a participação de Korg (Chakal) e Silvio SDN (Mutilator) nos vocais, além da autoria da letra. O Holocausto conseguiu resgatar a idéia de Campo de Extermínio, sem ter simplesmente copiado o passado. Disco inteligente. Volta mais do que aprovada!" - Alexandre Oliveira, Roadie Crew.
 
 

      "O Holocausto, pra quem não sabe, foi um dos pioneiros do metal brasileiro. Fundado na segunda metade dos anos 80, o grupo mineiro fezs parte do então incipiente metal extremo brasileiro. A despeito de todas as dificuldades, o Holocausto conseguiu emplacar pelo menos um disco que pode ser definido como clássico: Campo de Extermínio, de 1987.
        A partir daí, a banda passou por várias mudanças de formação e até de orientação musical dentro do metal, até lançar seu último disco em 93. Pois agora o grupo ressurge com suas formação clássica - ou seja, a mesma que gravou o Campo de Extermínio: Valério  Exterminator (guitarra e vocal), Anderson Guerrilheiro (baixo e vocal) e Rodrigo Führer (bateria e vocal). O retorno traz exatamente aquilo que se espera do trio: um metal sujo, em algum ponto entre o thrash e o death (mas agora apimentado por alguns detalhes de hardcore), com letras em português e cheio de raça.
        O resgate dos anos 80 se confirma até mesmo na sonoridade, que permanece com aquela sujeira característica das gravações do período. Destaques para a interessante faixa título e o crossover Semente do Ódio, que representa bem a atual fase da banda." - Antonio Carlos Monteiro, Rock Brigade.
 
 

        "A formação original composta por Rodrigo (bateria/vocal), Anderson (baixo/vocal) e Valério (guitarra/vocal), que são membros fundadores e responsáveis pelo estilo War Metal, reconvocam os warbangers (antigos e novos) para interromperem o cessar fogo e assumirem seus postos no fronte de guerra.
         Buscando aliados para essa nova batalha seus integrantes se inspiraram no clássico 'Campo De Extermínio' e na agressividade do Hardcore e o resultado é o CD 'De Volta ao Front'.
         A temática se baseia nos conflitos religiosos, guerras entre culturas e no processo de degeneração da raça humana. A posição do Holocausto é a mesma de 20 anos, ou seja, relatar os fatos ocorridos na humanidade sem a pretensão de julgá-los.
         O Holocausto, nesse CD, presta uma homenagem à Cogumelo Records e às bandas que participaram da clássica coletânea "Warfare Noise I" (1986), na décima música do CD, com letras e vocais de Korg (Chakal) e Sílvio SDN (Mutilator). 'Estamos apresentando para o Brasil e o mundo o 1º CD de WARCORE!'" - Cogumelo Records.
 
 

        "Falar sobre a volta do Holocausto aos palcos, é falar sobre uma das mais brutais bandas do chamado War Metal. Quando uso o termo brutal é porque tive a oportunidade de dividir o palco com esses músicos e a potência e comprometimento com a música pesada eram sim a estrutura básica para esta banda.
         O caminho que a banda trilhou  no hardcore de Negatives e no experimentalismo de Tozago as Deismo (este último deu origem á proposta da banda Pex baa) é um caso a parte.
         O foco agora é uma retomada ao som visceral da banda em seus primórdios, onde o que o canadense Voi Vod chamava de 'estar na neblina do combate' era estar exatamente em um show do Holocausto.
         A proposta de trabalhar com temas de guerra gerou uma participação bombástica na coletânia Warfare Noise I e o debut-álbum Campo de Extermínio. Este último com conceitos fincado no terror nazista, trouxe alguns equívocos quanto à ideologia dos músicos. Uma interpretação que beira a ignorância, pois quem conhece o Holocausto e sua história no metal brasileiro sabe que o tema apenas norteou o álbum como indignação, como denúncia, instigando a memória para caminhos que a humanidade, esperamos, não tome novamente.
         O Holocausto como power-trio e com a line-up dos que realmente formaram a banda na década de oitenta torna principalmente a cena mineira mais forte, podemos dizer que eles fazem uma blindagem no que já está estabelecido como uma nova ordem do metal mineiro, onde bandas veteranas juntam-se com as novatas para colocar as coisas novamente nos trilhos.
Entrincheirados no estúdio, o Holocausto promete um próximo trabalho devastador. Para quem os conhece como eu, a espera é uma agonia interminável. Tê-los como aliados na estrada, é esquecer as batalhas e pensar em vencer a guerra." - Vladimir Korg, vocalista do Chakal.